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A cirurgia de Escoliose é um procedimento indicado para corrigir deformidades da coluna vertebral quando há curvaturas significativas ou progressivas no plano coronal o frontal. A técnica mais comumente utilizada é a Artrodese de coluna ou Fusão espinhal.
Os principais objetivos da cirurgia são:
Se você tem dúvidas sobre esta condição, recomendo consultar a página principal sobre Escoliose.
A indicação cirúrgica não é automática. Ela depende de uma avaliação criteriosa, clínica e radiológica. Em geral, considero cirurgia nos seguintes cenários:
Em muitos casos, a decisão é compartilhada com o paciente e a família, considerando expectativas e riscos.
Nem toda escoliose precisa de cirurgia. Pelo contrário, a maioria dos pacientes não será operada.
Geralmente, evitamos a cirurgia quando:
Nesses casos, o acompanhamento clínico é o mais adequado.
Esta técnica é usada como tratamento para todos os tipos de Escoliose, inclusive Idiopática, e outras condições da coluna, como hérnia de disco. Neste site, há uma página específica sobre ela aqui Artrodese de coluna. De forma resumida, ela é funciona da seguinte forma:
Uma vantagem da cirurgia de fusão espinhal é que ela tem um histórico de longo prazo de segurança e eficácia no tratamento da escoliose. Embora uma desvantagem do procedimento seja que qualquer vértebra fundida perderá mobilidade, o que pode limitar algumas das flexões e torções das costas, as fusões espinhais de hoje tendem a fundir menos vértebras e manter mais mobilidade do que no passado.
Usada em casos de Escoliose Idiopática (crianças e adolescentes em fase de crescimento), esta técnica é conhecida como sistemas de crescimento. Por retardar a fusão óssea, ela permite o alongamento progressivo da coluna, conforme o paciente cresce.
As hastes são ancoradas na coluna para ajudar a corrigir/manter sua curvatura, enquanto a o paciente cresce.
A cada 6 a 12 meses, o paciente faz outra cirurgia para alongar as hastes para acompanhar o crescimento da coluna.
Uma vez que o paciente esteja perto o suficiente da maturidade esquelética, ele será submetido a uma fusão espinhal (Artrodese de coluna).
Se a fusão espinhal (Artrodese) for feita em paciente muito jovem (normalmente, meninas com menos de 10 anos e meninos com menos de 12 anos), isso pode deixar menos espaço para os pulmões se desenvolverem, além de o paciente ter um tronco incomumente curto em comparação com os membros.
Para evitar essas complicações, o método de sistemas de crescimento ajuda a guiar a coluna à medida que cresce, evitando que a curva piore enquanto a coluna amadurece e, eventualmente, fique pronta para uma fusão, se necessário.
Existe a possibilidade de cirurgia minimamente invasiva em Escoliose, mas ela é limitada a casos selecionados. Na maioria das deformidades estruturadas, a abordagem tradicional ainda oferece maior segurança e correção adequada.
O tempo pode variar bastante conforme a complexidade do caso, mas em média, a cirurgia é feita em 4 a 6 horas.
Fatores que influenciam:
Casos mais extensos naturalmente exigem mais tempo e planejamento.
A recuperação acontece em fases. De forma geral:
Durante esse período:
Cada paciente evolui de forma diferente, e o acompanhamento próximo é essencial.
Como qualquer procedimento de grande porte, existem riscos — embora sejam relativamente baixos quando a cirurgia é bem indicada e realizada por equipe especializada.
Os principais incluem:
Hoje, utilizamos monitorização neurológica intraoperatória, o que aumenta significativamente a segurança do procedimento.
Após a recuperação completa, a maioria dos pacientes retorna a uma vida normal, com poucas restrições.
No entanto, algumas limitações podem existir:
Por outro lado:
A recomendação sempre será individualizada — o objetivo é permitir uma vida ativa, com segurança e estabilidade da coluna.
De forma geral, a Escoliose não “volta” após uma cirurgia bem indicada e bem executada. O objetivo do procedimento é corrigir a curvatura e estabilizar a coluna por meio de implantes e fusão óssea, o que impede a progressão naquele segmento operado.
No entanto, existem algumas situações que podem dar a impressão de retorno:
Na prática clínica, com técnicas modernas e seguimento adequado, a taxa de recorrência significativa é baixa. Cada caso, porém, precisa ser acompanhado ao longo do tempo.
A indicação cirúrgica não depende apenas do número exato de graus, mas sim de um conjunto de fatores clínicos e radiográficos.
De forma geral, consideramos:
A decisão é individualizada. Para entender melhor como esses critérios são avaliados, leia a página sobre Escoliose.
Depende do que chamamos de “cura”. Em muitos casos, especialmente nas formas leves a moderadas, é possível controlar a progressão e melhorar sintomas sem cirurgia ou estacionar a evolução da curvatura.
As principais abordagens incluem:
Essas medidas visam estabilizar a curva e melhorar a qualidade de vida, mas, em geral, não eliminam completamente a deformidade estruturada.
Sim, a cirurgia de Escoliose não impede a gravidez. A grande maioria das pacientes pode engravidar e ter uma gestação normal.
Alguns pontos importantes:
Após a recuperação completa, a paciente costuma levar uma vida normal, incluindo gestação e parto, com segurança.
A cirurgia, por si só, não determina aposentadoria. O que define isso é a capacidade funcional do paciente após o tratamento que depende da perícia previdenciária.
Na maioria dos casos:
Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando o tipo de trabalho e a evolução pós-operatória.
Sim, após o período de recuperação, a prática de atividade física é não apenas permitida, como recomendada.
Costumo orientar:
A musculatura bem fortalecida ajuda a proteger a coluna e manter os resultados da cirurgia. Com o tempo, muitos pacientes conseguem treinar normalmente, inclusive em academia.
Sim, em muitos casos há um ganho de altura após a cirurgia, mas isso não é o objetivo principal do procedimento.
Esse aumento ocorre porque:
O ganho varia de paciente para paciente, mas geralmente fica entre 2 a 5 centímetros, dependendo da gravidade da curva antes da cirurgia.
É importante destacar que o foco da cirurgia é corrigir a deformidade, evitar progressão e melhorar a qualidade de vida, e não apenas a estatura.
Em resumo, a cirurgia de Escoliose é uma ferramenta segura e eficaz quando bem indicada, voltada principalmente para interromper a progressão da curvatura, corrigir deformidades e melhorar a qualidade de vida do paciente. Embora envolva riscos e um período de recuperação que exige acompanhamento próximo, os avanços técnicos têm tornado o procedimento cada vez mais previsível e com bons resultados funcionais e estéticos. A decisão pela cirurgia deve sempre ser individualizada, baseada em critérios clínicos claros e alinhada às expectativas do paciente, lembrando que, na maioria dos casos, a escoliose pode ser acompanhada sem necessidade de intervenção cirúrgica.
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