Infiltração na coluna

As infiltrações espinhais são métodos diagnósticos e terapêuticos para dores na coluna lombar e dores na coluna cervical, radiculopatias, sacro-ileítes e até dores de origem discogênica.

Abaixo, você pode assistir a uma vídeo aula que gravei sobre esse assunto.


Infiltração transforaminal

É muito utilizada para compressões leves por protrusões discais, crises agudas de Lombociatalgia, testes pré-cirúrgicos e casos de fibrose epidural por cirurgias prévias mal sucedidas.

Material básico utilizado em Infiltração na coluna

Material básico utilizado:
- Contraste
- Anestésico
- Seringas e agulha de raqui
- Corticóide

Infiltração na coluna: agulha é inserida através da pele
Infiltração na coluna: agulha inserida através da pele

Uma agulha é inserida através da pele, com auxílio de Raios-X, até a emergência da raiz nervosa no forâmen intervertebral desejado para a injeção de anestésico e corticóides.

Infiltração na coluna: modelo anatômico exemplificando o trajeto da agulha

Modelo anatômico exemplificando o trajeto.

Infiltração na coluna: exata posição da agulha

A exata posição da agulha é confirmada com injeção prévia do meio de contraste, que traça o trajeto exato da raiz estudada.

Discografia provocativa

É utilizada atualmente quando desejamos confirmar a origem da dor como discogênica, ou seja, oriunda do disco intervertebral.

O contraste é injetado dentro do disco, aumentando a pressão intradiscal e provocando dor, semelhante à referida pelo paciente, confirmando ou não o teste.

Funciona como um pré-teste para tratamento de Nucleoplastia ou Anuloplastia.

Discos normais em L3 e L4. Nucleoplastia em L5.

Imagem radioscópica mostrando discos normais em L3 e L4 e fissura do ânulo fibrose e positividade do teste em L5.

Foi realizada nucleoplastia em L5 com remissão dos sintomas.

Epidural caudal

Utilizada para casos mais graves, com diversos níveis de compressão e principalmente pós-cirúrgicos, com intensa formação de fibrose radicular e epidural.

epidural caudal

A entrada é no hiato sacral e a injeção dos medicamentos não muda em relação às outras infiltrações.

Adesiólise epidural

Existem diversos casos de extensas laminectomias, ou mais comumente por cirurgias repetidas nos mesmos segmentos lombares por recidivas de hérnia, infecções, fístulas liquóricas, etc. que levam à formação de adesões epidurais e ganglionares, que são causas de dores lombar e radicular, muitas vezes intratáveis ou de difícil tratamento e geralmente de forte intensidade.

Nestes casos, com um auxílio de um catéter introduzido no espaço epidural guiado por uma agulha, injetamos solução salina em diversos pontos da coluna na tentativa de se desfazer as aderências epidurais, ao mesmo tempo promovendo redução do processo inflamatório, com injeção de corticosteróides, adiando ou evitando uma nova cirurgia. Este método, descrito pelo Dr. Gabor Racz, tem uma eficácia bastante promissora se realizado com a técnica correta.

adesiólise epidural

Exemplo de adesiólise epidural realizada por via epidural caudal, no Hospital Abreu Sodré, a AACD.

Em muitos casos em que os pacientes já estão dependentes de medicações opióides, realizamos ablação por radiofrequência diretamente no gânglio espinhal acometido para promover uma maior durabiliade no tratamento.

Com o advento de novas técnicas de cirurgia espinhal, estão mais comuns estes casos na prática clínica do cirurgião de coluna.

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